O Vinte e Sete – Festival Internacional de Teatro, uma organização do Teatro de Vila Real em parceria com a Delegação Regional da Cultura do Norte, o Teatro Municipal de Bragança, a Associação Chaves Viva e a companhia Urze-Teatro, conta este ano com uma nova colaboração, da Academia de Música de Espinho. Deste modo, a terceira edição do festival realiza-se em quatro cidades: Vila Real, Bragança, Chaves e Espinho.
Para além de um total de 46 espectáculos, distribuídos entre a programação principal e a complementar, o programa contempla ainda duas exposições, uma feira do livro, uma conferência e o lançamento de dois livros.
A comemoração do centenário do nascimento de Miguel Torga é a principal marca desta edição. Quatro das peças de teatro a apresentar partem ou inspiram-se na obra daquele autor: “Herbário”, de João Pedro Vaz, “Alma Grande”, do Teatro o Bando, “No Rasto de Miguel Torga”, da Urze-Teatro, e “Bicho”, da companhia Útero. Homenageiam ainda Torga o filme de Paulo Castro, “Paixão Segundo S. Martinho de Anta” (uma produção do Teatro de Vila Real), a exposição do pintor Jorge Marinho, “Torga – Letras e Paletas”, as sessões de contos do grupo O Contador de Histórias, intituladas “Bichos e Outros Contos da Montanha”, e ainda uma viagem em comboio histórico de Vila Real até à Régua, que evoca “Quando Torga Partiu Para o Brasil”.
Na programação principal são talvez de destacar os espectáculos “A Morte de Danton na Garagem”, pelo Teatro da Garagem, “Cabaret Molotov”, pelo Teatro de Marionetas do Porto, e “Por Detrás dos Montes”, pelo Teatro Meridional. A clownesse Gardi Hutter, “resposta suíça a Chaplin e Buster Keaton”, evocará de forma singular Joana D’Arc.
A programação complementar, que pretende potenciar o ambiente festivo, inclui os concertos de J. P. Simões (que lançou recentemente com forte impacto o seu primeiro disco a solo) e do argentino Walter Hidalgo, notável artista que canta e toca em simultâneo o exigente bandoneón.
Para além dos palcos habituais, agora acrescidos do novo Auditório de Espinho, o Vinte e Sete estende-se também à Biblioteca Municipal de Vila Real, onde durante duas semanas serão apresentadas 18 sessões de “Maria”, uma co-produção do Teatro Nacional D. Maria II e da companhia Útero destinada a públicos juvenis.
Pedro Aparício, do Teatro do Bolhão, manterá um encontro/conversa com os espectadores de Bragança e Vila Real para falar “Da(s) História(s) do Teatro”.